Poderia ser nos Estados Unidos, país de arranha-céus desafiadores, em Dubai, emirado conhecido por sua arquitectura revolucionária como o Hydropolis, o primeiro hotel submerso do mundo ou em Kuala Lampur, Malásia, terra do famoso Petronas Tower mas não é. A arrojada construção está no Brasil, mais precisamente em Curitiba.
Erguida pela Moro construção civil, empresa há 21 anos no mercado, a torre com 11 andares foi entregue no final do ano passado e está localizada na parte alta de Ecoville região nobre da capital paranaense.
“A escolha do terreno foi essencial para o sucesso do projecto. Ele (o prédio) fica numa área com visão privilegiada do entorno, que graças ao plano director de Curitiba possui edificações bem afastadas umas das outras”, explica João Carlos Peters, diretor de marketing e negócios da construtora.
Projecto do arquitecto Bruno de Franco, os apartamentos do Suíte Vollard ficam sobre plataformas independentes e giram 360 graus, nos dois sentidos - horário e anti-horário - consumindo 60 minutos para completar a volta, tudo com um simples toque na tela de controle da unidade ou por comando de voz. Ainda é possível controlar a iluminação, a climatização e até a hidromassagem.
Através de um avançado sistema, o movimento é monitorizado por computador e sua velocidade regulada pelo usuário. Uma plataforma metálica de 89 m2 foi estruturada lateralmente por montantes metálicos verticais fixados na sua base; a parte superior é acoplada telescopicamente a uma guia curva fixada na laje, possibilitando o giro da vedação lateral em conjunto com a plataforma.
O movimento de rotação foi assegurado por um sistema de engrenagens dentadas e correntes de rolo.
“Investimos aproximadamente 1,5 milhões de dólares no desenvolvimento de novas tecnologias de construção com o objectivo de melhorar a qualidade de nossas obras, buscando o que há de mais avançado na construção civil, sempre”, diz João Carlos.
Os apartamentos, todos redondos, de aproximadamente 280 metros quadrados estão divididos internamente em 4 quadrantes com uma porta cada, ligados ao eixo central fixo onde fica a lareira, os banheiros e a cozinha.
“Proporcionamos a comodidade de levar o quarto até a frente da lareira, acompanhar a movimentação do sol, do nascente ao poente ou simplesmente mudar a paisagem externa dos ambientes”, finaliza Peters.
Os ambientes são circundados por uma varanda contínua e a fachada não possui alvenaria o deixando o volume muito mais leve.
Segundo o arquitecto Bruno de Franco uma verdadeira fachada-cortina foi construída com esquadrias de materiais resistentes de alta tecnologia, fixadas na estrutura metálica giratória do piso e do tecto. “O resultado foi fantástico, e anulou problemas com ruído ou estanqueidade. A fachada do Vollard exigia um material maleável para que tivesse, também, resistência estrutural, encontramos a melhor solução no PVC, que agrega leveza, desempenho e resultado estético", observa ele.